domingo, 9 de março de 2014

Só Jesus Cristo é o senhor!

Só Jesus Cristo é o senhor!

O que será mesmo que isso quer dizer?

            Existem duas ciências na linguística que são ciências que se completam, uma delas é a etimologia!

            A Etimologia trata-se do estudo da origem das palavras e seus significados através dos elementos que as constituem, mostra também que algumas palavras são derivadas de outras palavras, étimo deriva do grego e significa verdadeiro e logos vem de tratado, ciência.

            Já a semântica, trata dos significados e as interpretações que usamos para expressar através da linguagem algum sentido lógico, preciso, onde se procura passar através de variações dentro de uma mesma palavra sentidos diferentes como, por exemplo:

                        Ela é muda!
                        Ela muda de casa com freqüência!
                        Esta muda já está na hora de ser plantada definitivamente!

            Existem outras variações no estudo da lingüística que incluem formação de sintaxe e outras formas conceituais de grande necessidade para que através de uma lógica aplicada possa estabelecer um sentido que deve ser passado as pessoas sem que haja perda da informação gerada e com isso a estrutura lógica permaneça capaz de transmitir um conceito sem que haja perda de sua estrutura formada por este processo.

            Bem, não sou professor de português e posso até cometer vários erros na hora de escrever e até mesmo na hora de falar, mas sempre me intrigou certas palavras ditas por religiosos e sempre fiquei pensando em qual seria mesmo a estrutura lógica apresentada em tal frase!

            O titulo deste artigo, por exemplo, qual é a lógica que se apresenta com ele?

            Vamos tentar analisar palavra por palavra e ver o que podemos entender desta frase:

                                   Só: significa aquele que é sozinho, que não tem outro igual, solitário e único.
                                   Jesus: No artigo: Jesus! Quem foi e quando voltará! Vemos que o nome original desta pessoa não era este, mas o que este nome representa se refere ao que esta pessoa representou na história. (http://reflexhuman.blogspot.com/2013/12/jesus-quem-foi-e-quando-voltara.html) pode ter seu sentido semântico.
                                   Cristo: é um apelido dado a Jesus e significa "ungido", bem ouve varias mudanças até chegarmos a este ponto, mas o sentido etimológico do ser que é ungido é aquele que foi untado com um óleo... uma forma de consagrar o ser que recebe, semanticamente falando é o ser que tem uma proteção divina, um ser consagrado as divindades.
                                   Senhor: Pela semântica a palavra senhor se refere a alguém que merece o devido respeito, alguém de posse ou com autoridade, também se refere a pai como sendo o senhor de sua casa, o marido ou até mesmo o líder de um grupo, etimologicamente a palavra do hebraico vem de Baal que era o nome de um ídolo cultuado pelos pagãos judaicos com o qual os hebreus freqüentemente adulteravam, como sendo este o substituto do Deus único, no entanto a compreensão da palavra neste sentido foi sendo transformado no sentido que temos agora.

            Jesus em sua própria concepção se dizia ser a verdade em vida ou a verdade e a vida como tendo ambas (verdade e vida) as mesmas funções, então ao falar em Jesus podemos considerar que estamos falando do ser verdadeiro, ou tão somente a própria verdade.

            Sendo assim podemos entender da seguinte forma a mesma frase:

    Só Jesus Cristo é o senhor! Como sendo:
       
           
            Somente a consagrada Verdade é a autoridade! Ou:

            Só a verdade que consagramos sobre nós deve ser respeitada! Ou até mesmo:

            Só a vida verdadeira é a consagrada dona de nosso ser!...
            Enfim há varias formas de traduzir a mesma frase juntando a esta seu próprio sentido etimológico e semântico através dos tempos e encontrarmos com isso varias formas verdadeiras e filosóficas que podem exercer grandes influencias sobre nossas vidas.
            Outras frases podem ser mais bem entendidas com base em estudos etimológicos e semânticos como:



            Glória a Deus! Pode ser entendido como:

            Poder a Deus! Ou:
            Poder há na Onisciência!
            Poder há na Onipresença!
            Força há na Onipotência!

            Aleluia! É o mesmo que louvar, que é o mesmo que dizer: Falem bem, elogiem, admirem, cumprimentem... Pois a verdade é a vida e não há outra forma melhor de se viver quando a mente faz e age de forma lógica e coerente com o que realmente arde em nosso coração e só assim teremos uma vida verdadeira e admirável por fazermos parte desta imensa força que é a ciência em todos os lugares e ciência nada mais é do que saber com exatidão e clareza e quando vivemos claramente o amor vivo em nós então não há outro resultado a não ser exatamente o que queremos, mas é preciso tomar muito cuidado com o amor, pois até um assassino pode amar o que faz, uma pessoa que mente pode criar um forte amor pela mentira, alguém que rouba pode se apegar ao desejo de roubar... Enfim muitos males podem existir ao amor sem governo, ao desejo sem direção, e como já dizia Renato Russo no final de sua musica perfeição:

           
                        Venha meu coração está com pressa
                        Quando a esperança está dispersa
                        Só a verdade me liberta
                        Chega de maldade e ilusão
                        Venha, o amor tem sempre a porta aberta
                        E vem chegando à primavera
                        Nosso futuro recomeça:
                        Venha, que o que vem é perfeição
Perfeição

            E não existe perfeição maior do que o amor em Cristo Jesus!

Melhor dizendo:

            Não existe perfeição maior do que o verdadeiro querer (amor) em estar ungido (consagrado) pela própria verdade que trilhamos a cada momento através do nosso existir!

                                               E amor! É simplesmente o querer bem, mais tão bem que somos capazes de se doar aos desejos do outro pelo simples fato de que quando damos felicidade recebemos o mesmo em troco!


Só lançando luz sobre a escuridão é que podemos de fato dar a emoção a razão que merece.
           

            

segunda-feira, 3 de março de 2014

O Vinculo Separatista!

Volume 2

            A segunda guerra foi um momento vivido pela humanidade marcado principalmente pela intolerância as crenças e a forma de viver, e tantas mortes foram causadas partindo das ideias de um único homem!

            Adolf Hitler foi capaz de convencer uma nação inteira a se empenhar no intuito de exterminar não só os Judeus como também os doentes incuráveis, idosos senis, deficientes físicos, doentes mentais... Mas o que se refere tudo isso ao Vinculo Separatista?
           
            Em seu volume 1 (http://reflexhuman.blogspot.com/2014/02/o-vinculo-separatista.html) vemos como os seres são capazes de se submeter a uma suposta ordem superior, mas há de se lembrar que as pessoas que se sentem superiores também estão sujeitas aos seus próprios sentimentos de superioridade!

            Um artista famoso estava dirigindo seu carro em alta velocidade quando se viu seguido por uma viatura policial, o artista só parou em um posto rodoviário, ao ser abordado pelo policial ele disse:

            -Eu sou o M_______ qual o problema? E o policial respondeu:
            E eu sou autoridade de transito cidadão!

            Isso é só um exemplo de um comportamento mais conhecido na gíria popular de: Carteirada!

            A carteirada é o uso de alguma autoridade para se conseguir alguma vantagem, como poder furar uma fila ao se apresentar como autoridade, se livrar de multas ou até mesmo obter algum beneficio em vista de seu oficio ou por ser ou pertencer a uma entidade famosa.

            O interessante neste tipo de comportamento é que a pessoa se sente ou se acha uma espécie de ser humano a parte do restante da humanidade, algo como podemos ver em filmes como Titanic, onde as pessoas se sentem especiais por serem mais ricas ou por terem alguma importância em sua função dentro da sociedade. Isso geralmente ocorre de forma progressiva e que vai se acumulando conforme a vivência humana, assim o ser se vê alocado em algum lugar no mundo (veja mais em: http://reflexhuman.blogspot.com/2014/02/principio-da-progressao-continuada.html) como se estar ali é para empenhar um papel.

            A segunda Guerra é uma prova constante e inegável da nossa própria capacidade de ignorância e arrogância perante aqueles que supostamente são inferiores, todos nós em algum momento negamos nossas falhas e de certa forma ainda apoiamos estas, em falhas cometidas por outrem.

            Isso acontece primeiramente dentro do cenário vivido pelo ser.

            Já trabalhei com pessoas que sentem um imenso prazer em dizer que pagou caro por este ou aquele produto, que gasta muito dinheiro pra ter ou fazer algo que goste, mas ao se referir aos seus subordinados, principalmente no que se referem aos empregados domésticos, estas pessoas não acham justo (como se isso fosse realmente justo) pagar um valor maior há quem lhe presta algum serviço.

            Esta forma de ser está presente até mesmo em nossa arquitetura, onde os apartamentos possuem quartos e salas e banheiros bem amplos, mas na área reservada aos seus subordinados isso é bem reduzido chegando até causar desconforto como se a pessoa ao viver ali e por estar ali somente para empenhar o papel de “funcionário” não tem direito a ter algum conforto e comodidade.

            Agora imagine em um cenário como este ter uma criança crescendo!

            Ao ver que existe duas categorias de pessoas: - As que têm direito ao luxo, ao bom convívio e uma boa área pra se viver e as outras pessoas que são como um produto a ser consumido por eles. Está forma de ser leva o ser a acreditar que são de certa forma, merecedoras daquilo que tem e por serem, fazerem e agirem assim é o que as fazem serem especiais.

            Isto leva o ser a ter seus sentimentos e ações somente voltados aos seus iguais, é o que leva os ricos a se apaixonarem somente por pessoas de mesmo nível social, enquanto por outro lado seus sentimentos pelas pessoas mais pobres são bem distanciados.

            Este vínculo entre a riqueza e a separação com os outros seres humanos cria uma espécie de cúpula que separa as pessoas e a falta de empatia faz com que as pessoas acreditem terem algo especial e por isso são privilegiadas.

            Lembro uma vez em estar em um ônibus e um rapaz de uns 16 ou 17 anos entrou juntamente com um senhor e começaram a conversar:

            - Vô como é que o motorista sabe onde fica a sua casa? O Senhor respondeu:
            - Quando estiver perto a gente dá o sinal! O rapaz perguntou de novo:
            - E como a gente dá o sinal?
            - É só puxar a cordinha que ele para no ponto.
            - Mas o que é ponto?...

            A conversa continuou com o avô do rapaz explicando como é que funciona um meio de transporte coletivo, ou seja: aquele rapaz de uns 16 ou 17 anos nunca tinha entrado em um ônibus e isso me vez imaginar quantas crianças e quantas pessoas estão sendo criadas assim e isso nos trás de volta a segunda guerra e me fez entender como uma pessoa foi capaz de seduzir uma nação inteira para o genocídio de tantas pessoas.

            Em momentos de crises econômicas o índice de criminalidade, de roubos e outras barbáries aumentam isso nos mostra que não são só as pessoas pobres que comentem crimes e sim uma parte da população que não suporta a ideia de perder o poder que sentem ao serem mais ricas, isso me levou a ver que as pessoas vinculam suas riquezas e suas heranças ao seu próprio “eu” e ao perderem o seu tão abastado “eu” acabam perdendo toda capacidade de respeitar e compreender a necessidade da própria dignidade do ser humano em si.

            É preciso entender que não há mal em ser rico e nem que é preciso ser ruim com as outras pessoas para manter seu lugar no mundo de ser abastado, mas sim que por algo no passado você tem o direito a este presente, no entanto isso não te obriga a ter aquele mesmo comportamento dos senhores feudais, dos coronéis e de pessoas que de alguma forma estão em um lugar mais elevado perante os outros, pois todos nós estamos em um mesmo mundo e podemos fazer a diferença neste mundo, sem que para isso haja pessoas que tenham de serem humilhadas ou desvalorizadas por não ter tido a mesma chance que você teve, de fazer uma faculdade ou ter uma educação melhor, toda vida merece ser tão amada quanto a sua vida e é por isso que alguém conseguiu conquistar o mundo com a simples noção de que devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos.

            E o próximo não é o seguinte, como nosso filho herdeiro de tudo que conquistamos!

            O próximo pode estar ai bem pertinho de você, na sua cozinha, passando sua roupa na área de serviço ou até mesmo dormindo em sua casa embora num quartinho bem pequeno, mas com um coração igual ao seu com o mesmo direito de te amar também.



Este artigo ainda terá um terceiro volume.