sábado, 25 de maio de 2013

A Lira do destino! Parte 2 (final)

Quando olharmos à nossa volta vemos diferentes fenômenos que não podem ser descritos ou previstos pelas leis matemáticas. A esses fenômenos imprevisíveis damos o nome de fenômenos caóticos. Um básico exemplo de um fenômeno caótico é o gotejar de uma torneira. A elaboração de uma equação que possa descrever essa ação é difícil, além disso, determinar a freqüência com que às gotas de água caem também é complicado.

            O estudo da desordem organizada (teoria do caos) foi proposto pelo meteorologista Edward Lorentz. Ele desenvolveu um modelo que simulava no computador a evolução das condições climáticas. Indicando os valores iniciais de ventos e temperaturas, o computador se encarregava de fazer uma simulação da previsão do tempo. Em suas simulações, Lorentz imaginava que pequenas modificações nas condições iniciais acarretariam alterações também pequenas na evolução do quadro como um todo. Mas o que ele obteve como resultado foi o contrário, as pequenas modificações nas condições iniciais provocaram efeitos desproporcionais.

            Lorentz verificou que para períodos curtos (um ou dois dias), os efeitos produzidos eram insignificantes; porém quando o período era longo (cerca de um mês), os efeitos produziam padrões totalmente diferentes.

            Lorentz chegou a essa conclusão após digitar em um dos cálculos, algumas casas decimais a menos. Esperando que se chegasse a um resultado com poucas mudanças, o que aconteceu foi o contrário: essa pequena alteração provocou uma grande alteração dos efeitos produzidos nas massas de ar, que até então eram seu objeto de estudo.

Ou Seja: Os fatos podem ser alterados a partir das mais simples reações!

Apesar disso, mesmo que pequenas alterações sejam realizadas aparentemente os fatos que antecedem seguem em ordem!!!

Ao tempo que Lorentz se deparou com esta aparente desordem Mandelbrot se viu em uma outra descoberta: Os Fractais.

Fractais são figuras geométricas que se repetem por períodos, podem-se construir diversas imagens usando apenas pequenas formulas matemáticas que geram figuras complexas.

Isso tudo cria um paradoxo constante em nossa conceituação de Destino!

            Se uma pequena alteração nos leva a um destino diferente o nosso novo destino é o nosso caminho a seguir ou devemos constantemente guiar e buscar controlar a trajetória para chegarmos ao ponto em comum?

            Eu digo que o nosso Universo em sua abrangência não inibe a existência de qualquer possibilidade de existência, por isso todos os valores estão presentes em nossa existência e cabe a nós saber entrar no ritmo do Universo dançando ao som da Lira do Destino ou tocando as notas para que toda a canção ao ser tocada no Universo inclua você como autor principal de sua existência, seja qual for à canção, ela irá sempre tocar e cabe a nós entrar na dança e flutuar ao som das possibilidades ou fazer pequenas alterações e encaixar nosso objetivo as variáveis do momento para que mesmo que façamos idéias simples do que realmente desejamos e formar a figura complexa é muitas vezes a surpresa de nosso próprio destino. Ou melhor, dizendo: Das alterações feitas por nossas escolhas dentro do mais suave toque da Lira do Destino.

            

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