segunda-feira, 15 de julho de 2013

No Limite Insano.

No Limite Insano.

Tem uma frase que costumo dizer que pouca gente entende!

Trata-se da diferença entre o Sano e o Insano:

- O Sano busca conhecer tudo justamente!
- O Insano se justifica de tudo!

Parece óbvio, mas a diferença é muito tênue e quase que irreconhecível em certos momentos, por exemplo:

O que vem a ser Arte?

É normal dizer que arte é uma expressão, embora a arte abranja uma gama enorme de seguimentos, tradições e culturas, exibida por figurações e até representações, a arte algumas vezes nos leva a um estado que beira a um ataque de nervos, ao ter de reconhecer algo que aos olhos num primeiro momento não representa absolutamente NADA!

O Artista em seu grande mérito consegue elaborar uma explanação que vem a dar sentido a sua arte e muitas vezes às pessoas se vêem voltadas a aceitar as explicações por argumentos que parecem validos, mas será que são argumentos justos ou apenas uma tentativa de justificação de sua arte?

Ai que entra a diferença entre o sano e o insano!

A não sanidade pode ser facilmente reconhecida em uma pessoa com problemas de conduta, mas qual será o real problema que a pessoa vive?

Existem diversos seguimentos, como na psicologia, que visam localizar estes problemas, como um cleptomaníaco, um hipocondríaco, hidrofóbico e todos os outros tipos de fobias onde a psicanálise visa encontrar a fonte do mal, no entanto será que ao dizer ao paciente qual a fonte ou razão do seu problema só estamos fornecendo ao mesmo uma justificativa para que ele viva o seu problema?

Como separar o que é justo do que é apenas uma justificativa?

É comum achar que uma justificativa seja por si só justa, seja por uma questão da força da argumentação ou apenas uma compreensão da própria justificativa, porém assim como estamos num mundo regido por leis ou ordens que nos fornece um senso lógico para construção de algo, o pensamento também precisa estar dentro de um senso que seja aplicável ao mundo que nos rodeia como, por exemplo:

Um hidrofóbico, por algum trauma pode ter um medo exagerado de líquidos, no entanto este medo pode ser dissipado ao aprender a nadar, por exemplo, o que não leva a perder completamente o medo, mas sim de adquirir a habilidade de lhe dar com ele, que é conquistado com o senso prático de nadar.

Já no caso de um cleptomaníaco o senso de que um objeto pertence à outra pessoa é rompido pela satisfação de furtar tal objeto. O senso comum perde a vez para emoção com o fracasso do reconhecimento do que é justo para a justificativa do prazer pessoal mesmo sabendo do mal, a psique não tem força para superar o desejo da emoção, neste momento perdemos o limite de nossa sanidade, assim como ocorre com as pessoas que adquirem o habito do vício, as pessoas que tem o habito do roubo agem como se a própria consciência estivesse em estado de torpor e o ser passa ser guiado pelas emoções.

Este fracasso da sanidade vem com o baixo aproveitamento da maquina “mente” que em muitas ocasiões por nosso próprio desejo deixamos a voz interior ser tão baixa que agimos como simples animais guiados pelos instintos, é como se estivéssemos acordados, porém com a mente funcionando em estado REM, onde à mente fica como se estivesse em piloto automático e deixamos nosso ser, ser guiado pelos estímulos a nossa volta.
Neste ponto a mente parece estar em um estado de liberdade, onde os aspectos sociativos são deixados de lado e nos apegamos aos aspectos dissociativos da realidade. É quando as pessoas se vêem desejando se livrar dos chamados “Problemas”, no entanto ao fazer isso também se deixam desagregar dos seus próprios anseios e acabam perdendo o ponto limite do “deixar rolar”.

Em quase todos os aspectos do limite insano as pessoas tendem a adquirir o vicio de entorpecer a mente com algo que lhe mantenha no estado próximo ao sono REM é como se a pessoa mesmo acordada estivesse sonhando e sua maquina de pensar procura elaborar, como num sonho, uma série de pensamentos contínuos, porém sem um rumo ou sentido realmente desejado. Em certos casos isto pode até ser bom para a satisfação de, o nosso próprio viver, mas como tudo que existe no mundo há limites que devem ser postos ao nosso próprio ser, deixar de sonhar não é preciso, no entanto e como num sonho consciente, devemos domar nossa mente para que o estado de sono não vire nosso próprio pesadelo e faça de nós seres aprisionados em nossa maquina de pensar que no cumulo de nossos vícios sempre nos dá uma justa causa aos nossos erros e então podemos nos perder em justificativas insanas como uma arte sem o desejo mais profundo de ser a “Arte” do nosso próprio viver. Precisamos viver certos limites dos nossos desejos inconscientes para alcançar o censo ilimitado da boa e verdadeira consciência.  


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