domingo, 21 de abril de 2013

A Insustentável Leveza dos Seres!

Estamos falando aqui continuamente sobre forças, mas o que é Força?

            Existem diversos tipos de forças:

Motriz: Que gera movimento.
Centrípeta: Que puxa o corpo para o centro da trajetória em um movimento curvilíneo ou circular. Centrifuga: Que puxa o corpo para fora do centro da trajetória em um movimento curvilíneo ou circular. Potencial: Que é a possibilidade de um objeto sair do estado de repouso e iniciar um movimento...
E outras tantas forças como a Gravitacional, Cinética, elétrica...
           

Em suma podemos dizer que:

Força é qualquer tipo de ação que irá causar uma diferença no espaço e no tempo seja ela física ou ondulatória diferente do estado anterior da sua aplicação.

Em todas elas há sempre uma fórmula matemática capaz de nos dizer antes mesmo da realização da força qual deslocamento de um objeto, trabalho resultante, energia necessária...

            E tudo isso pode ser feito de forma precisa e segura com resultados reais e compatíveis com cálculos gerando respostas milimétricas.

            Assim como tudo que ocorre na natureza é resultado da atuação de alguma força seja ela qual for ou até mesmo a combinação de varias forças, assim é com a vida, com todos os seres, inclusive em nós.

            Bem, se há tantas lógicas que governam tudo que ocorre no universo então também deve haver muitas lógicas presentes também em nossa formulação de pensamentos, gerando assim resultados precisos e coerentes com as forças que aplicamos em nosso existir, mesmo que não tenhamos consciência precisa destas forças.

            Mesmo antes de Isaac Newton ter a compreensão da atuação da força gravitacional, esta força já estava aqui presente no Universo atuando e gerando resultados precisos e coerentes com a própria existência do Universo. Então podemos concluir que estar ciente ou não da atuação das forças naturais do Universo não faz nenhuma diferença, pois a nossa consciência não altera em nada as atuações das forças sendo assim não há privilégios para quem sabe como elas atuam e também para quem não sabem, as possibilidades de suas atuações são as mesmas!
 
            É como um jogador de futebol que não precisa saber calcular a força aplicada sobre a bola, ele só precisa sentir e de alguma forma este sentir é o mesmo que um cálculo preciso e coerente que irá gerar o resultado desejado pelo jogador!


            Então podemos concluir que não é o fato de alguém saber calcular uma trajetória que vai levá-lo, o saber, realizar o movimento necessário e sim uma habilidade de controlar o sentir!

            Nós seres humanos aprendemos a transformar o sentir em sons precisos e até em escrita, por exemplo, a fala, e esta mesma habilidade que me leva a escrever é a mesma habilidade que você está tendo ao ler este texto, infelizmente esta COMPILAÇÃO, ou seja: esta conversão do sentir pelo processo lógico da fala e da escrita, nos levou as perdas das habilidades de sentir e saber aplicar nossas forças de maneira precisa e mais bela dentro das lógicas que perpetuam em tudo no Universo.

            Isto nos levou a busca desta lógica dentro dos parâmetros atuais de nossa existência!

            Quero dizer que não é por não saber que necessitamos de fórmulas para explicar, por exemplo, a atuação da gravidade e sim porque sentimos, mas em nossa capacidade de comutação não temos como provar ou levar ao nosso semelhante o conhecimento desta força sem termos em nossa linguagem a própria compreensão da atuação desta força. Em outras palavras podemos dizer assim:

            - Eu amo todas as criaturas!

            Mas o que isto quer dizer?

            Bom, sabemos que o amor é um sentimento, sentimos por nossos pais, por algum feito, por um ente ou até mesmo por alguém completamente diferente de nosso convívio, mas de alguma forma sentimos amor e por este sentir se estabelece o amor ao ser amado, mesmo este não sendo próprio do seu convívio.

            Podemos dizer que existem então diversas formas de amor, podemos sentir um em especial que diferencia nossa forma de contato uns com os outros, porém amar todas as criaturas estabelece um tipo de amor que podemos ter por qualquer ser, portanto criamos em nosso comutador o entendimento lógico que esta frase trata-se do amor Fraternal.

            Pois bem, isto significa que embora operemos com uma linguagem simples e lógica ainda sim o sentir esta presente, querendo ou não somos governados pelas forças do Universo que nos leva a ter certo desejo de transformar isto em parâmetros lógicos... Sendo assim:
           
            A linguagem e o sentir caminham juntos!

            Mas ai tem uma questão!

            Será que tudo que falamos é realmente aquilo que sentimos?

            Bom, pelo que vemos isto não ocorre! Como uma mãe que ao ter raiva do filho é capaz de falar:

            - Se não me obedecer eu arranco sua orelha!

            Sabemos que uma mãe não é capaz disso, é o que chamamos de: Força de expressão!

            Vemos então que mesmo passando pelo nosso compilador de nosso sentir a linguagem às vezes se exibe de maneira enfática, porém sem muito jus a realização das forças nos parâmetros da realidade. É como dizer a alguém: - Eu mato você, mas no sentido de brincadeira sem querer realmente que o fato ou a força de tal palavra se realize.
                                
            Portando nem sempre fazemos jus do que estamos dizendo e provavelmente nem sempre sabemos ou estamos plenamente cientes sobre o que sentimos. Isto fica notório nestes pequenos exemplos acima, mas então vem a questão:
 
            Quando realmente falamos o que sentimos?

            E desta insustentável leveza de nossos seres que quero falar!

            Quando é que realmente falamos e sentimos o que falamos?

            Na programação de nossas vidas nem sempre sabemos compilar nossos sentimentos em palavras, o contrario também se faz! Nem sempre falamos com total sentido aquilo que devemos falar, por isso o perdão é sempre o melhor caminho para as forças que são inerentes ao nosso ser! Como por exemplo:

            Julgar!

            Muitas pessoas dizem não julgar, mas julgar é uma força presente em todos os momentos de nossas vidas, podemos errar em nosso julgamento, mas não podemos viver sem julgar. Até mesmo estas palavras escritas aqui passam pelo crivo de seus julgamentos, outras tantas forças que são inerentes ao nosso ser que nem damos conta de estar fazendo como, por exemplo:

            O desejo de concluir esta leitura!

Esta insustentável leveza de nossos seres é o que nos faz errar muitas vezes com os nossos semelhantes e lembre-se que o perdão já foi ensinado por grandes mestres como sendo o melhor caminho.
    
       
            Quem assistiu ao filme: A insustentável leveza do ser. Vai entender o quanto somos levianos em nosso julgar e o quanto deixamos nosso ser, ser levado pelas emoções e desejos e assim nos perdemos no rumo do que realmente desejamos para nós, vivemos os desejos muitas vezes de forma irresponsável e acabamos comprometendo as forças que aprimoram nossa própria vontade.



            Em outras palavras, atrapalhamos o curso de nosso próprio conhecimento e acabamos agindo como um jogador de futebol confiante apenas em sua habilidade e deixando o ser tão livre, tão leve que acaba perdendo o compromisso com suas próprias forças. É quando o ser se deixa levar pelas paixões, sem ao menos se dar conta de qual ser ocupa aquele espaço em seu coração, a força aplicada é apenas a força que adquiriu ao usar outros seres em sua história de vida, e assim como no filme o fluxo leva o ser a morte por não conseguir sentir o abismo criado pelo seu próprio mal uso de suas forças. Por fim, nenhuma força assume sua forma e todos acabam sem o sustento de suas próprias paixões.

            É ai que encontramos os vícios de linguagens e falamos de nosso querer como se todo mal causado por nós mesmos fosse tão comum que damos as nossas vidas as mesmas banalidades de outras tantas vidas que existem em todo lugar.

            E assim vivemos quase sem mais o porquê de sustentar nossas forças, e por ser tão leve os nossos sentimentos, ao contrario de nossas forças, acabamos chutando a bola de nossas vidas para tão longe de um bom resultado que por este breve momento, toda nossa vida se perde perante a mentira que aceitamos carregar dentro de nós, esta mentira nada mais é do que a ignorância de como usar nossas forças por nossa estúpida fé, acreditamos que com a gente, naquele momento, tudo vai ser diferente, por isso o perdão não é apagar nossos erros e sim olharmos com calma, examinarmos como quem busca entender o que aconteceu e aceitar que todo erro foi somente por nossa culpa, embora o resultado afete todos os seres!

            Assim vivemos na insustentável leveza de nossos seres, que no fundo pesa mais do que a dureza da lógica que devemos seguir, mesmo que você não seja totalmente ciente como um Newton de nossa maquina: O EU.

            Porém se olhar a fundo vai ver que a lógica do Universo aplicada sobre sua consciência pode não te fazer um Einstein, mas uma pessoa com um controle melhor das suas emoções.


sábado, 16 de março de 2013

O Universo dos Fatos.

            - Já observou que as alegrias são sempre causas e as tristezas são sempre fatos?

            Quando queremos ser felizes buscamos sempre causar essa felicidade, seja indo á um parque de diversão, restaurante, um encontro enamorado, casa de um parente, uma festa... Mas as tristezas surgem sem nossa permissão!

            Isto porque as tristezas não estão sobre o nosso domínio, é claro que há coisas que acontecem quando nós mesmos causamos, porém sempre buscamos os fatos que nos torna felizes, seja porque queremos ou até para tentar esquecer as tristezas.

            Em nosso Universo cada um de nós pode até mesmo ver o mesmo filme e ter opiniões diferentes sobre o mesmo filme, só que o filme é um fato que está gravado. Você pode até mesmo ver novamente e reexaminar sua opinião seus sentimentos e buscar entender e aproximar sua opinião com a de outra pessoa, afinal o filme esta ali, gravado! Porém em nosso dia-a-dia os momentos que vivemos não são gravados totalmente em nossa memória.

            As Pessoas podem até ver o mesmo fato e ter opiniões diferentes sobre as ações que participaram do mesmo evento...

            Vejo hoje em dia muita gente falando sobre:

A Verdade de Cada um!

Como se para um mesmo fato pudesse haver centenas de milhares de verdades diferentes!

Seria como se cada um de nós víssemos o mesmo filme e para cada um o filme é diferente!

Hora!

Fatos são fatos, podemos até ter opiniões diferentes sobre eles, mas os fatos são como dizem:

- Uma Fatalidade!

Isso não caracteriza um evento qualquer como sendo bom ou ruim, uma partida de futebol, por exemplo, uma jogador pode cometer um erro de fazer um gol contra, que pode ser ruim pra ele, mas bom para o time adversário, podemos dizer que não há como retornar no tempo e mudar esta fatalidade, só podemos mudar a visão interna de como realmente foi o ocorrido, embora o que caracteriza o fato não é nossa opinião sobre ele e de fato os fatos que já ocorreram não estão mais sobre nosso controle, sendo assim nossa opinião pode até ser diferente, mas é preciso entender que os fatos podem até tirar vidas, como no caso de um “acidente fatal” e ainda sim não é o fato, o ato ou o ser responsável por causá-lo, embora sua visão possa lhe dar uma expectativa diferente do fato.

Então onde ficam as verdades qualitativas sobre os fatos?

Elas estão sobre o nosso modo de julgar os fatos!

Temos o pressuposto: livre arbítrio, que nos permite julgar cada momento de forma diferente só que isto é apenas uma característica que temos o que não significa que sabemos ou julgamos os fatos de maneira imparcial.

É totalmente natural e humano que cada um perante o mesmo fato tente se proteger a ser diminuído em seu ser por um fato!

Um bandido ao ser preso mesmo que tenha sido filmado vai tentar explicar e dar sua versão sobre o fato ocorrido, vai de alguma maneira tentar diminuir sua culpa e, portanto vai querer mudar a realidade daquilo que realmente se vê em uma filmagem, ou seja: Vai querer impor uma verdade que não vemos!

Há de se entender então que o pressuposto dito: Verdade de cada um... Não passa de uma tentativa, embora mentirosa, de querer mudar o contexto dos fatos!

Por que isso acontece?

Bom, este nosso Universo é totalmente novo para nossa antiga psique!

Em 1895 foi o ano que a humanidade conheceu as primeiras filmagens. Até então nossa mente era a única forma de registro que tínhamos dos fatos e mesmo assim, com a possibilidade de filmar, a humanidade teve dificuldades de entender as primeiras filmagens feitas, pois a câmera era uma só e os filmes não tinham som!


Este é um mundo totalmente novo para a mente humana, e como vimos em “As Poderosas Forças do Poder” nós temos um senso muito forte de proteção ao novo e nossa mente ainda não esta apta a participar deste mundo de forma automática. A absolvição de paradigmas é ainda a maneira mais rápida que temos para um novo aprendizado, portanto quando debatemos com alguém sobre um fato mesmo sendo este um filme, ao demonstrar uma visão diferente é natural do ser tentar se proteger ou até mesmo absorver a ideia do outro da mesma forma como se faz em um paradigma, mas a opinião do outro pode ser um engano ou até mesmo não estar dentro do aspecto mais comum que temos em nosso julgamento, surge então à ideia de que “há uma verdade em cada um”, mas como pode haver diversas verdades de um mesmo fato?

Na realidade não existe a tal falada “verdade de cada um” e sim o caráter de cada um, a forma que a mente de cada ser tem sobre a percepção do que ocorre pode ser diferente, porém a maneira com que se vê um fato não será capaz de mudá-lo.

Só muito recentemente, neste novo mundo que temos, podemos ver que os fatos estão fixos no tempo passado, a forma com que reagimos, formamos nossa opinião e observamos é totalmente ineficaz e sem poder nenhum de mudá-los.

Por isso, hoje estamos vendo esta nova realidade, de não podemos mais mudar o passado!

Anteriormente podíamos relatar os fatos ao nosso bel “livre arbítrio” e fazer dele a imagem que bem queremos, como dizer ser inocente de um crime e tentar convencer os outros de nossa inocência, só que como podemos ver não é o nosso relato que vai nos tirar da responsabilidade de encarar os fatos, e estamos vivendo isso a todo instante. Por isso em nossa era atual a humanidade tem tantos problemas psicológicos e síndromes doentias em seus próprios sentimentos. Antes era fácil mentir pra si mesmo, fingir sentimentos e mascarar os fatos, quando o ser humano vivia em tribos, o fato de se deslocarem de um lugar para outro lhe trouxera o conforto de uma nova realidade, outros lugares, outras coisas a serem feitas, outros fatos envolvidos, seres que antes tinham participado do nosso convívio eram deixados para trás e falar deles sem nenhum apego a realidade era bem fácil. Podia-se dizer qualquer coisa e ter isso como verdade ou não, não atrapalhava nos afazeres do grupo e então nossos antepassados não tinham depressões, insônia, o que antes era pra ser algo natural, como dormir, hoje é preciso buscar remédios para isso.

Nós vivemos agora em cidades, em lares fixos e temos em nossas gavetas as imagens de pessoas que participaram do nosso passado, muitas vezes, temos gravados por imagens fixas paradas no tempo, como também em vídeos e até em nossas lembranças, fatos ocorridos em um determinado local e os objetos com qual vivemos que participaram dos fatos, por isso sofremos mais e nos angustiamos com mais intensidade neste nosso novo mundo e mesmo que tentemos criar barreiras de proteção como dizer:

- Esta é a sua verdade e não a minha verdade!

Não tem saída! A verdade de cada um é na realidade a mentira que todos nós queremos usar, para nos proteger daquela grande e cruel e fadada única verdade que o tempo e os fatos deixam sumariamente gravados neles.

Podemos tentar fingir e até achar que temos o arbítrio de julgar de forma individual e totalmente independente, mas isso era o nosso engodo do mundo passado, neste mundo este engodo não nos serve mais e temos então que encarar os fatos e viver com eles por mais que eles nos afoguem em angustias e lagrimas.

Assim como só há um caminho real e verdadeiro ao olharmos para os fatos, existe outro caminho real e verdadeiro ao olharmos para o futuro:

- Este Universo é também o Universo das causas!

Portanto e só o agora é que esta em nosso controle, e viver o agora é programar nossa viagem para o futuro, assim como programamos um passeio no parque, um jantar a dois, um encontro, podemos até programar o que queremos ver deste mundo dos fatos, seja um filme romântico, de aventura ou algo que nos traga um conhecimento maior, nossas alegrias são as únicas forças que temos ainda o direito de causá-las.

Então temos que saber aceitar os fatos, sejam eles bons ou ruins, não importa o que de fato já te ocorreu, ou se você é ou não responsável por eles, não adianta repensar os fatos para tentar muda-los você nunca irá conseguir mudar o que lhe ocorreu, somente o seu julgamento sobre o que ocorreu é o que pode ser mudado, então vamos causar nossas alegrias, nossas felicidades, cause o amor que você quer, cause aquilo que você tanto deseja e tenha no passado a paz de que está tudo já consumado, intacto, sem nenhuma interferência de quem você é agora, por que tudo que passou, passou, agora viva para as causas sem o efeito borboleta, pois se lá atrás o bater das asas pode causar um furacão, aprenda então a pousar na primeira flor que você vê, ficando em paz, e saiba que daqui a pouquinho você vai poder voar novamente sem causar nenhum mal para os outros e principalmente para si mesmo ai de fato os fatos serão sempre por uma boa causa.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Sob o Poder do Amor!

Você acredita em destino?

Muitas pessoas acreditam até que encontrar o seu amado é uma questão de destino!

Mas de onde vem esta ideia de que há um destino para cada um de nós?

            No mundo cristão, talvez a ideia venha de uma má interpretação do Apocalipse, onde se diz que tudo esta escrito no livro da vida! É preciso lembrar que na visão que o apostolo João teve estava no fim dos tempos, ou seja:

            No Futuro!

            Portanto se pudéssemos nos deslocar para o futuro todos os fatos do passado podem ser relatados com a certeza que eles já ocorreram, mas isso não significa que tudo irá ocorrer exatamente como se tudo já estivesse sido escrito, pois estamos vivendo no agora e não no futuro. Para exemplificar:


           Suponhamos que eu possa viajar para o futuro e ver a copa do mundo que ocorrerá no ano que vem. Bom, posso dizer então que sei os resultados dos jogos, mas isso porque eu estive no futuro, ao voltar para o presente eu não posso dizer que sei quem ganhou o jogo, pois minha memória do futuro só existe no próprio futuro, ao voltar para o passado não dá pra trazer o futuro, da mesma forma que ao ir para o futuro não posso levar a lembrança do tempo que passou durante a viagem, afinal estava viajando no tempo e, portanto o tempo passado não tem registro na minha memória.

            Mesmo para os Gregos havia a ideia de três figuras mitológicas que traçavam os destinos das pessoas, eram as Moiras que praticamente teciam o futuro num tear!!!

            Mas não há destino!
           
            Apenas a ideia que nos destinamos para ser, fazer ou estar é o que há realmente.

            Por exemplo:



            Tudo que foi criado por nós humanos foi gerado de nossa imaginação, até as nossas idéias são baseadas em idéias passadas que trazemos para o presente e com elas projetamos nosso futuro.

            Imaginar fazer uma viagem é a projeção de ir para outro lugar e conseqüentemente outro tempo, mas isso não significa que existia um poder divino além de nossa própria consciência ou algo superior em nós que nos obrigou a viajar, apenas nossa própria vontade ou até mesmo uma necessidade nos levou a isso. Então existe um futuro que está determinado por uma viagem, embora não podemos conhecer sem viajar pelo espaço e pelo tempo.

            É possível determinar isso em nossas vidas, porém tal determinação vem de nós mesmos.

            Portanto não nascemos para sermos par de seja quem for ou algo obriga-nos a ter um sentimento por alguém, somente nossa própria vontade é capaz de fazer par com outra vontade, então não existe uma obrigação que nos faz amar ou nos domina, somente nós mesmos é que dominamos quem ou o quê amar!

            Se as vontades se combinam então por que não amar por estar em redundância com outro ser?

            É como tocar uma nota e a nota correspondente soa também por estar no mesmo espaço e no mesmo tempo.

             Há muito tempo à humanidade tem criado a ideia de que algo superior a nós nos coloca na obrigação de fazer algo, até mesmo contra nossa vontade. Isso se deve ao fato de vivermos em grupos e viver em grupo exige a presença de uma liderança, de alguém que comande e coloque cada ser em seu devido lugar (veja as Poderosas Forças do Poder), ou seja:

            Ainda somos seres dominados pelo nosso ser animal, embora nós achemos ligados a algo superior a nós mesmos que talvez exista ou não, o que é interessante é a descoberta no mundo filosófico de certa ordem que realmente domina a tudo!

            O principio Áureo, ou proporção de ouro, divina proporção... Enfim são diversos nomes, mas a proporção áurea é um valor que se repete em tudo, desde nosso DNA até os objetos celestes, este valor está presente em todas as coisas geradas pela natureza.

            Podemos dizer que este é um fator que coloca as coisas realmente em seu devido lugar, onde qualquer coisa por menor que seja faz parte de algo maior que tudo.
           
            Podemos dizer que se amamos alguém é porque algo maior pode estar por vir deste sentimento, mas é preciso tomar cuidado para não agirmos somente por este ou aquele desejo, como podemos ver em: Sobre o Poder do Amor.  Este sentimento para ser bem vivido é preciso encontrar sua totalidade, aprender a destinar seus desejos para aquilo que você realmente quer isso pode até te levar para o encontro do equilíbrio perfeito com o cosmo, sendo assim você poderá viver Sob o Poder do Amor. Quando houver a maior das descobertas do ser, que é se entregar para ser, se estiver realmente em seu lugar, então poderá viver somente guiado pelo amor, mas antes é preciso governar esta força por que assim como o ódio o amor também pode nos fazer mal, se mal governado. O ódio é o sentimento muito parecido com o amor!


Duvida então olhe:

Quando __________ queremos atingir o outro com nosso sentimento.

Quando __________ brigamos por que a pessoa parece não entender, então falamos alto, discutimos...

Quando __________ queremos corrigir!

Quando __________ implicamos com os atos...

            Enfim! Preencha com “amamos” ou “odiamos” que vai dar o mesmo sentido!

            Mas assim como os animais também governamos nosso ódio!

            Os animais fazem isso o tempo todo! Ao sentir ódio eles mostram os dentes, tentam parecer maiores, até agridem (Veja em: Principio da Contrariedade), mas apenas para mostrar a sua força e então controlam seu ódio para não passar do limite, da mesma forma deveríamos saber governar o amor, mostrando ao outro nossas intenções, nossos verdadeiros anseios em uma relação, o que queremos, quem realmente somos, pois sem fazer isso corremos o risco de até agredir o outro com nosso amor, fazendo com que um sentimento surja embora não haja uma real intenção de uma ligação maior, então sem limites e sem o nosso governo o amor pode ser apenas paixão ou somente um desejo erótico ou até mesmo uma amizade que temos e queremos bem ao outro, sem a necessidade de tocar ou possuir.


            Governar o amor exige sabedoria e até um grande estudo de si mesmo, mas vale à pena, pois a maior parte de nossas vidas e de nosso desejo está em amar e ser amado. Se você passa seis anos em uma faculdade para ter uma profissão, por que não investir seu tempo livre para estudar sobre quem você está sendo pra você mesmo, e quem sabe um dia se aposentar com a mais doce e adorada paz que podemos sentir quando estivermos Sob o Poder do Amor!

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