domingo, 11 de agosto de 2013

Nossos Amigos Imaginários!

Nossos Amigos Imaginários!

O Paradoxo da Espontaneidade

            Estamos sempre falando e falando, assim que acordamos já pensamos em palavras e assuntos, lembranças e desejos, mas estamos falando com quem?

            Quando crianças, criamos nossos amigos imaginários, uma versão antecipada de nós mesmos para que com essas interações possamos criar nosso próprio “EU” geralmente quando não encontramos respostas dentro dos limites do mundo físico, no qual existimos, nosso “EU” imaginário é cheio de super poderes, em nossa visão infantil podemos voar e subir até os céus, mergulhar em águas profundas correr o mais rápido que podemos imaginar...

            No entanto nossa imaginação não opera com as chamadas “leis da física” que embora pelo nome “Leis” não são regras criadas por nós, são regras que descobrimos existir no Universo no qual vivemos, podemos fazer qualquer coisa, como na imaginação, porém dentro do conhecimento dessas leis. E assim vamos descobrindo que um carrinho para andar precisa de um motor, seja elétrico ou de combustão nos interessamos vagamente em entender seu funcionamento para que com o uso da imaginação possamos ter nosso carrinho mais próximo da realidade que nos cerca, análogo a isto também vamos construindo nossas emoções e nos satisfazendo quando nossos desejos são realizados, só não sabemos ao certo de onde vêm estes desejos!
           
            Podemos usar a imaginação ou nossas emoções para escolher nossa cor preferida, o sabor do sorvete que mais gostamos e assim descobrimos logo cedo que as emoções têm respostas para tudo e nossa imaginação é capaz de construir para nós o melhor caminho para termos realizados os nossos desejos.

            Mas até que ponto isso dá certo, ou melhor:

Até que ponto isso nos conduz a nós mesmos?

Não nascemos prontos ou pré-programados para sermos quem somos, somos o que somos por que nos tornamos a ser quem somos, construindo a cada dia o nosso ser, geralmente com a ajuda de nossos amigos imaginários.

Podemos achar que com o fim da infância os amigos imaginários se vão, porém eles só mudam de proporção e passam a ser não só o nosso amigo, mas o amigo de todos que em um senso coletivo se cria para compartilhar, sejam eles Deuses ou ídolos, grandes homens da história humana ou arquitetos de um avanço em nosso conhecimento e então o achar toma o lugar da certeza, da certeza de que esse amigo existe e está vivo entre nós!

Qualquer semelhança disso com as religiões não é mera coincidência.

Pra piorar ainda mais as dificuldades que temos na construção do nosso “eu” esses amigos são cheios de super poderes, geralmente vivem nos Céus muito longe de nós, embora lá do alto, são capazes de ver tudo que fazemos e nos envia respostas contando histórias do passado e mostrando a nós como eles usam seus poderes, principalmente para testar nossa lealdade e veneração.

A conhecida história de Jó é um exemplo clássico disso!

Como exemplo de lealdade e veneração Jó perde tudo que tem perante um semi-deus cruel que o tormenta para deixar de adorar a Deus e esse mesmo Deus ouve as dúvidas desse semi-deus e como num jogo de cara ou coroa através da proposta do semi-deus são verificados quais os limites que Jó é capaz de enfrentar para mudar sua opinião sobre Deus!

Mas Deus como nossos heróis imaginários com seus super poderes sempre acabam vencendo então como recompensa o mesmo Deus reintrega Jó tudo que perdeu.

Bom a história parece bacana, mas e a vida dos primeiros filhos de Jó, sua esposa e até mesmo seus bens eram apenas moeda de troca para a tentação do maligno?

(Mais uma vez quero afirmar que acredito na existência de Deus, porém dentro da própria ciência do Universo e não das idéias e histórias que foram criadas através dos tempos sem uma base mais profunda dos verdadeiros valores humanos que, aliás, ainda esta sendo construído pela própria humanidade).

Isto aponta para os erros que cometemos quando findamos nosso conhecimento em nossos amigos da imaginação sem buscar um avanço maior nos leva a estagnação do próprio conhecimento.

Estagnar é de certa forma uma maneira de manter a unidade entre grupos, assim como os animais que se submetem ao mais forte assim as sociedades humanas são submetidas às opiniões dos que as impõem perante a maioria a sua própria ignorância deixando de se antever ao verdadeiro conhecimento, é como perguntar ao líder como surgiu o Universo e em prosa a explicação vem apenas das poucas observações que este mesmo fez. Como a pergunta:

Quem veio primeiro o ovo ou a galinha?

Um líder, pajé ou ancião poderá dizer que toda vida começou de um grande e enorme ovo que em seu rebento originou todas as coisas, embora isso se pareça com uma versão primaria do Big-Bang não houve uma pesquisa de tal sobre o fato, apenas o relato de sua imaginação e sua totalização simplista do seu conhecimento.

Como esse relato é facilmente aceito pela maioria assume-se ser esta a verdade e poucos são os que ousam questionar seus lideres até mesmo por sua força e poder sobre os outros estes podem submeter ao castigo a ousadia, e então todos se calam e aceitam como verdade endêmica sua gestão sobre o assunto.

É notório que em todas as religiões ousadia e audácia muitas vezes merecem castigo!

Mas em nossa era atual isso vem mudando.

Nossos heróis não são mais mocinhos bonzinhos que fazem tudo certinho, eles às vezes têm ataques de fúria e também erram em seus julgamentos, como no artigo: Vilões os Verdadeiros Heróis
  http://reflexhuman.blogspot.com.br/2013/02/viloes-os-verdadeiros-herois.html

Sempre vemos entre os heróis que destruir é mais fácil que construir, os heróis usam os seus poderes e força para destruir o que os vilões construíram... Maiores detalhes você pode ver no artigo.

Nossos vilões nos últimos 300 anos são hoje os grandes heróis de toda sociedade ao descobrirem, por exemplo, que a Terra não era o centro do Universo, que os micróbios são responsáveis por certas doenças, o poder escondido dentro do átomo... A maioria dos grandes nomes da ciência passou por ridicularização da sociedade, até a vacina era relacionada como algo demoníaco e até violava a moral por exigirem que as mulheres exporem seus braços para os médicos!

Em meio a tudo isso nossos amigos imaginários começaram a perder seus poderes mágicos e ganhar conhecimento cientifico, nos quais todos estão sujeitos a ter perante uma sociedade que exige este conhecimento para produzir bens e serviços, em meio a isso as dúvidas sobre a existência de Deus ou de deuses surgiram já que a estes aparentemente não cabe nenhum poder perante as “leis” do mundo físico, e não são capazes de nos castigar por nossas falhas. Restou então o castigo divino, da alma que será julgada ao chegar do outro lado, a justiça na Terra é vista como injusta, mas no mundo imaginário onde vive nossa imaginação existem seres justos e corretos que castigaram os maus e beneficiará os bons.

Em nossa imaginação acreditamos que estamos sendo ouvidos seja por Deus ou pelo Universo e este nos atenderá, então como crianças ao brincar de ser adultos esperamos que os fatos ocorram de acordo com o que imaginamos, este é o Paradoxo da Espontaneidade!

Ficamos muito zangados quando os fatos não ocorrem de acordo com nossos desejos e estamos sempre esperando pela correspondência do Universo ou de Deus.

Em nossa mente tudo sempre acaba bem, mas o Universo muitas vezes não corresponde assim e com suas Leis segue consumindo o tempo enquanto nós sempre esperamos pelo momento futuro que este seja espontâneo ao bem que acreditamos merecer!

E quando não acontece nos sentimos injustiçados, reclamamos com nossa imaginação e buscamos mais uma vez entender de onde vieram os erros e as falhas. Este sempre vem de fora, do outro ou das outras pessoas que não souberam executar o papel que criamos e dificilmente culpamos nossa mente por ter criado uma ilusão que não veio acontecer no mundo real.

- Por que o Universo deixou escapar a oportunidade?

Perguntamos a nós mesmos!

A resposta nunca é e nunca será respondida, pois para quem tem o infinito o que importa como as coisas ocorram?

O que importa como você é ou o que você faz ou deixou de fazer se o próprio infinito ou o Deus eterno nos dá a cada segundo infinitas possibilidades de ser e de agir, de pensar e realizar, não há benevolência maior do que a liberdade de ser quem quer que você seja ou deseja ser neste nosso Universo regido por Leis, só precisamos segui-las para termos o que queremos e é claro que o Universo permite que coloquemos nossas convenções em um papel e estas possam empenhar uma direção em nossas vidas, como é o caso do dinheiro que em um simples pedaço de papel desenhado de forma a impedir fraudes, nos permite trocar o trabalho que empenhamos na sociedade pelo trabalho de outro alguém, pois tudo que criamos é fruto de um trabalho realizado e por incrível que pareça o trabalho é regido por Leis do próprio Universo que assim como o dinheiro também não permite fraudes e nem que se corrompa a ordem natural que o rege. Mesmo que não tenhamos total consciência de como e por que existe a força da gravidade e todos somos regidos por esta força (se bem que discordo com esta visão, de que a gravidade é uma força, mas isso é para outro artigo) e somente se buscarmos com nossa imaginação uma compreensão maior para poder escapar dessa força, por exemplo, ai então poderão levar nossos heróis ao espaço seguindo a lógica que rege o Universo.

Da mesma forma devem existir muitas outras lógicas que regem nossas vidas, mesmo que tenhamos o livre arbítrio sobre nós mesmos existe sim uma forma melhor e mais adequada para realmente conseguirmos o que queremos, se você quer amor, um amor humano maior que só o desejo do corpo, por lógica usar o corpo para obter amor é usar o sexo para amar, e o que é mais atrativo, o sexo ou o amor?

É obvio que o sexo é mais atrativo físico e real, já o amor é como o dinheiro, faz parte de nossas convenções dentro de nossa sociedade, ele não se vê, mas tem um valor compulsório sobre nossas vidas e nossa consciência, todos se agradam em ver um casal de velhinhos que dizem estar juntos desde a adolescência, no entanto quem quer na sua adolescência encontrar um amor tão duradouro assim? 

Então voltamos para nossa imaginação e nela os poderes da sedução podem ser usados para conseguir esse amor e fazemos em nossa mente a imagem do outro que deve corresponder a este desejo, só que sem regras ou como dizer sem seguir as leis do Universo realizamos os fatos desejando que realmente algo profundo dentro de nossas convenções, saiam da maneira que desejamos.
Só que neste mundo as regras se fazem de acordo com a imagem!

Um homem considerado atraente e com o poder que o dinheiro lhe trás sabe muito bem que pode seduzir a mulher que quiser e com este poder ele não vai em busca do amor e sim do prazer que sua própria imagem lhe permite ter, por outro lado às mulheres em mesma situação imaginam que com seu poder de sedução e sexo vai conseguir prender um homem no seu desejo de amor, na imaginação onde tudo funciona bem, a realidade e o objetivo de cada um ocorre até o ponto que eles se desencontram, o homem ao conseguir sexo já logo imagina que por ter sido fácil a mulher por mais linda que seja não serve para amar, em contra partida a mulher por ter conseguido seduzir acredita que esta segura em seu desejo de ser amada e assim cada um em seu paradoxo da espontaneidade vivem emoções diferentes em um mesmo contexto.

E então continuamos em nossa saga solitária e escondida dentro de nossa mente esperando encontrar a satisfação de nossos sonhos, mas não investimos nossa realidade para que isto aconteça dentro de um contexto mais profundo da busca que realmente desejamos.

Nossa querida amiga, a imaginação, se vê açoitada pelo nosso próprio comportamento e isso que nos leva ao sofrimento, é o desacordo que temos entre a imaginação e a realidade.


Se um homem realmente quer ser amado, respeitado e constituir uma família este não vai buscar isso em uma boate onde está cheio de mulheres achando que com sua sensualidade tem o poder de fazer o homem se entregar aos seus anseios, da mesma forma uma mulher que busca uma relação que seja de confiança e amor, alguém com quem ela possa realizar seus desejos mais eróticos e ter nesse mesmo homem um marido, companheiro e amigo, sabendo que no futuro a sedução se vai mais o sentimento fica não vai encontrar isso em um homem em pé numa boate com um copo de bebida na mão e cercado de outras mulheres.

Precisamos ser honestos com nossa voz interior e não só imaginar, mas falar, dizer e guiar nossos passos para o que realmente nos interessa e nos realmente importa.

Se por falta de um compromisso maior você for querer aproveitar a vida ao bel prazer de suas emoções, você pode fazer e viver isso, mo entanto até quando você vai viver sem os valores necessários para adquirir uma vida que seja verdadeira, no mundo real e na imaginação?

Nossos amigos imaginários só poderão te ajudar se você em sua espontaneidade tiver um rumo a seguir em harmonia com sua própria história para não criar paradoxos entre o que realmente se quer e o que realmente se vive.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Humanos de Plástico.

Humanos de Plástico.

A origem da palavra plástico vem do grego plastikós, que significa adequado à moldagem ou simplesmente Fácil de modelar.
Plásticos são materiais formados pela união de grandes cadeias moleculares chamadas polímeros que, por sua vez, são formadas por moléculas menores denominadas monômeros.
Não obstante, nós seres humanos, vivemos de forma plástica, pois copiamos modelos e adequamos as coisas ao nosso bem querer, mas será que sabemos o que realmente queremos?

Assim como o plástico que assume a forma de seu molde, nós também moldamos nossa forma de ser e de agir, mesmo que algo nos pareça errado ao nosso próprio molde, não desfazemos da forma adquirida e seguimos adiante querendo encaixar nossa forma em algum lugar, de acordo com nossos desejos, porém assim como o plástico que assume sua forma no molde esta forma só se encaixa para o devido fim que lhe foi desejado, assim cada objeto plástico tem por fim servir ao devido fim, enquanto nós também vivemos isso, estudamos anos a fio para nos encaixar em uma posição na sociedade seja um médico, um professor, um advogado, dentista... Estamos sempre nos colocando em algum lugar na sociedade, porém quanto a nós mesmos!!!
Onde nos encaixamos?
Seguimos com a vida, com a expectativa de ser feliz e tudo mais, só que assim como o plástico que depois de modelado em sua forma se adéqua a uma função, qual a nossa função perante nós mesmos?
Hoje em dia é comum as pessoas saírem, se encontrarem e "deixar rolar" e acontecer sem compromisso, com o tempo as pessoas acabam desejando algo mais que os envolvimentos casuais não suprem só que ai já temos o estigma de relacionamentos casuais e então nosso novo desejo não se encaixa com o novo molde que assumimos, ninguém por mais que realmente goste, quer assumir um relacionamento com um ex galinha, seja homem ou mulher há sempre a desconfiança de um real compromisso e assim nossa forma que no inicio de nossas vidas era fácil de moldar, agora parece rígida e não nos permite assumir uma outra forma.
O plástico, formado por polímeros jamais voltará aos monômeros do qual se formou, porém isto não impede do plástico poder assumir outra forma, mas isso só será possível se a forma antiga for desfeita e a nova forma venha através de um molde.
Semelhante a isso somos nós!

Muitas pessoas se arrependem do passado, embora haja uma maioria que diz que sem ter passado não há conhecimento só que diferente de um objeto, temos a imaginação, portanto não precisamos viver algo para saber se é bom ou ruim, quando fazemos isso, de viver para saber, é claro que fazemos porque sempre acreditamos que vamos nos dar bem, nenhum ladrão sai para roubar acreditando que será preso depois, sempre acreditamos que seja certo ou errado nós vamos nos dar bem, sempre!

A felicidade é como um molde! Se acreditarmos que naquela forma vamos ser felizes, nós vamos ser independentes de certo ou errado, bom ou ruim, nenhuma pessoa que se droga faz sem a noção do perigo, no entanto o desejo de sentir felicidade pode parecer mais fácil de atingir pelo atalho das drogas!!!
Por outro lado há os que pegam outro caminho, quando a noção de uma vida comum não parece satisfatória, as pessoas passam a eleger outras formas de se obter satisfação, é o caso de pessoas que literalmente trocam as mãos pelos pés e seu desejo erótico de satisfação sexual passa pela parafilia de desejo dos pés! É chamado este de podólatra!
Estando nesta forma, por mais estranha que pareça às pessoas não conseguem voltar a ter uma vida comum novamente, é uma prisão, assim como as drogas, de desejos repetitivos que não dá ao ser a liberdade de tornar a ser.
Assim, com essa parafilia o ser jamais tornará aos monômeros que o originaram, porém nada o impede de assumir outra forma só que também é preciso de um novo molde.
Muitas vezes este novo molde vem através das religiões, às pessoas procuram através desta seguir em comunhão com outros, um único caminho, em uma nova forma.
Isto pode funcionar, às vezes, apesar de não levar o ser a ter consciência de seu real ser então muitos se perdem na religião do sentido filosófico da qual a mesma se emperrava no passado e que agora virou somente suplicas, lamentações e complexo de inferioridade, não só há Deus mais também do seu próprio existir, então vestido no novo molde o ser humano novamente enrije-se o seu ser, e acredita que algum poder sobrenatural irá lhe guiar para sua real forma, ou seja: O Desejo de Deus!
Não sou descrente por sinal, acredito em Deus sim e na filosofia Cristã, que, aliás,  cristo é considerado um ser iluminado e como qualquer luz que possa existir ela por si só clareia o que está obscuro, torna evidente aquilo que não se vê sem luz. Então vamos tornar evidente o que é Deus, creia ou não, se pensarmos, seja o que for que seja eterno qual a diferença para a eternidade ser assim ou assado, de uma forma ou de outra, não há necessidade de satisfação para o ser que seja eterno, pois para este cabe todo tempo infinito para isso.
Este mundo que nós vivemos pode ser desfeito, destruído e mesmo assim para a eternidade haverá sempre uma nova chance do ser se aproximar do seu real ser, portanto não há como um ser, seja quem for a te obrigar a ser, o seu ser é o seu viver, então suas formas são suas, faça o que quiser fazer, sua forma será mantida. Um exemplo claro disso esta na prostituição feminina!
Muitas mulheres são seduzidas por sua própria forma física e sendo assim se deixam levar pelo caminho que surge e como os convites para o sexo em troca de um bom pagamento sempre aparecem então por que não viver nesta forma, dentro daquilo que parece ser o propósito de sua forma (beleza).
O poder de sedução seduz o próprio sedutor, por isso que é mais fácil uma mulher linda e sensual ser atraída para prostituição do que uma mulher sem tamanho poder sobre o homem.
Mas qual o homem que depois de saber que uma mulher por mais linda que seja, assumiu esta forma, ele não aceitará a mulher em outra forma, a não ser que, como o plástico ela se forme em outro molde!
No caso do homem, nossa sociedade parece imperar que o homem esta acima de ser rejeitado pelos seus erros, quando este produz algum bem dentro da sociedade, parece que isto lhe basta a ter a honra e respeito mesmo sendo ele errado em sua forma.
E qual é a verdadeira forma do ser?
Esta forma parece existir somente no mundo do conto de fadas, onde o príncipe encontra sua princesa e por mais dura que seja a batalha ele sempre vence. Agora quem é que está disposto a ser príncipe para uma princesa?
A verdadeira forma do ser está no ser que assume sua forma, seu caráter, sua índole e só de posse desses poderes é que alguém pode realmente vencer, vilões na vida real vencem muito mais do que os mocinhos, mas quais serão as reais vitórias dos vilões se suas derrotas são causadas pelos males por eles mesmos produzidos?
O mal ao contrario do senso comum, não tem aparência em si de ser mal, simplesmente o mal é, assim como o plástico antes de ser moldado, é o prazer aparente do caminho mais fácil, da covardia e das chamadas fraquezas humanas. Porém estas fraquezas não são tão humanas como dizem, na realidade as fraquezas está mais para o ser animal do que para o ser chamado humano.
Assim como a natureza moldou os animais para que com chifres, presas e garras e também a força, faz com que um animal seja considerado o melhor em seu bando, assim a natureza do ser humano considerado mal se faz, quando pela força da mentira, pelos chifres da loucura e garras do desejo da paixão sem compreensão, o ser humano se deixa guiar pelo poder do mal, então a mentira é usada covardemente, o roubar é muito mais fácil que lutar para obter, e assim como os animais que fazem o coito só pelo cio, o ser que vive pelo prazer não se apega ao outro ser, apenas ao prazer, mas há uma força bem maior dentro de nós que nos impulsiona há ir além do nosso ser animalesco.
Alguns animais também demonstram isso!
As vezes que suas naturezas superam os chamados instintos e os comove a querer ultrapassar os limites dos moldes e com isso superam certas barreiras dos hábitos e assim evoluem, adquirem mais forças e adquirem uma maior habilidade principalmente para uma melhor forma de viver.
O Ser humano também já passa por isso!
E de tempos em tempos vemos as eras se alternando e ultrapassando os limites dos moldes, só que nem sempre isto é feito pela forma racional, entretanto nunca a vida humana foi tão valorizada entre todos nós.
Grandes descobertas são esperadas no campo da medicina, o homem de hoje vive mais e mesmo que haja doenças e deformidades, ainda sim a vida é preservada, mantida até onde podemos levar-la sempre movendo o ser humano a comoção de seus sentimentos, o que nos leva a crer que nossos sentimentos são sempre voltados para a nossa evolução o que não deixa de ser uma verdade, só que o bom sentimento só é elevado através da boa consciência, esta por sua vez é o molde de nosso ser plástico que somos. Sendo assim nossa grande descoberta é o estado de evoluir em nossa forma, a melhor forma de ser somente pode ser descoberta com um estado consciente, ai realmente poderemos ver qual a forma que estamos para assumir em nós mesmos.
Podemos mudar no instante que quisermos sem precisar usar os moldes prontos já testados por muitos, isso não é necessário, somente o estado consciente é o que nos trouxe até este ponto de evolução, da mesma forma que usamos nossa consciência, para construir este mundo tão plástico ao nosso redor podemos usá-la para ter a forma que queremos: a forma do bem.

Se bem que o bem não se adquire por muitas trilhas que surgem, e sim pelo caminho que o plástico segue até chegar ao molde, as trilhas são os refugos deste caminho. que podem ser moídas pela consciência e articuladas, até onde realmente se pode resistir e então, podemos usar a imaginação antes mesmo de definir que somos assim ou assado ou mesmo ao usar o nosso próprio molde estamos fluindo para forma que queremos! A forma humana. Não a forma humana cheia de falhas e sim a forma tão cheia em si mesma que se preenche em todo nosso molde sem nos deixar vazios.
onde podemos levar-la sempre movendo o ser humano a comoçs e mesmo que haja deformidades e elhor forma de viver.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Incrédulos Incultos Incautos


            Em muitos momentos de nossas vidas passamos por pensamentos que variam entre o que cremos e o que realmente acontece.

            Se por questões de fé ou de cultura deixamos nos levar por pensamentos e ações que em outros momentos nossas crenças não suprem as necessidades do “ser” e deixamos nos levar pelas variáveis da vida sem a cautela sobre nossos pensamentos e ações.

            Quando Aristóteles fez suas considerações sobre o fato de que cada coisa teria seu “Lugar Natural” creio que ele não estava dizendo isso com a certeza de quem sabe e sim uma tentativa de incentivar as pessoas a dialética de suas teses para que se apresentem a antítese, e com isso fosse construída a síntese da descoberta sobre a real natureza das coisas, mas a audácia promoveu um devaneio completo da ideia e do desejo filosófico, quando com o passar do tempo se tomou tal principio como sendo o conhecimento do próprio Deus!

            O “Lugar Natural” por séculos findou o conhecimento humano sem ser questionado, os poucos que assim o fizeram foram condenados, antes mesmo de Galileu Galilei questionar sobre o movimento dos corpos outras pessoas também questionaram o modelo Aristotélico, mas sob a pressão e a autoridade da igreja muitos se calaram, como Kepler que escondeu por muito tempo suas descobertas, o conhecimento humano ficou limitado ao conhecimento de uma autoridade imposta por um respeito ilusório, havia então uma verdade que só era verdade por imposição e medo de punição.

            Mas nem todos temeram o respeito imposto, e Galileu foi um dos poucos que tiveram a audácia de tirar a Terra do centro do Universo e colocá-la no seu devido lugar, no lugar de um planeta qualquer viajando juntamente com uma estrela qualquer na vastidão do nosso imenso Universo. Como se isso fosse uma heresia a própria fé, Galileu foi condenado ao exílio em sua casa, mas antes de sair para cumprir sua condenação ele simplesmente disse:

            - No entanto se move!

            Se referindo ao movimento da Terra entre outros planetas.

            A credibilidade não era de fato a crença em algo real, em coisas que são prováveis, e sim apenas em crenças que somente por serem aceitas e até impostas pela maioria se calava para o novo, a fé muitas vezes é alvo de incredibilidade por sua estagnação no conhecimento como sendo obrigatório ao homem que seu conhecimento se limite as crenças vagas e sem um fundamento próprio com o real, e assim o mundo vagou no sofrimento e no apego a vaidade do imutável, a ponto de deixar as pessoas morrerem por ignorância com sua própria higiene; a peste negra assolou o mundo, a morte de tantos foi causada por causa da incompreensão de sua transmissão por uma simples pulga.

            Ignaz Semmelweiss foi o primeiro homem há impor, por suas observações, o cuidado com a higiene, como obstetra ele acreditava que as doenças poderiam ser transmitidas pelo contagio direto ao contato, no entanto seu conhecimento ainda estava além de sua própria compreensão da existência dos micróbios e os microrganismos que causavam as doenças, suas técnicas por incompreensão de muitos eram duramente criticadas. Durante sua vida ele lutou para ser compreendido, porém a incredulidade de sua doutrina ficou comprometida por disputas de poderes e insatisfação dos médicos da época, por não se acharem culpados do contagio, havia a crença que os médicos com seus uniformes sujos de fluidos corpóreos, como pus e sangue, eram vistos até com certo status, que indicava que eram estudantes de medicina aplicados, com isso muitas mulheres morriam de Febre Puerperal.

             Mesmo nos dias de hoje não é difícil ver casos de morte em hospitais pelo simples fato da falta de cuidado com a higiene, pessoas mesmo com luvas podem contaminar ao pegar em maçanetas e transmitirem qualquer tipo de doença.

            Vemos então, através da história, que a incredulidade para com a verdade leva ao homem seu próprio falecimento, então vem à questão:

- Será que a falência das leis e da ordem, o desencontro das famílias que se desfazem pelos vícios, traições e até pelas ambições e paixões egoístas que vem destruindo os valores humanos, são causados por nossa ignorância?

O fato de podermos viver num mundo cheio de cultura, no sentido culto mesmo, para criar tudo que vemos como nossas roupas, casas, carros, aparelhos eletrônicos de todos os tipos e etc... Onde cada cidadão pode participar desta ciência de construção do nosso mundo mesmo sem um conhecimento profundo do potencial exigido para essa construção, nos leva constantemente ao relaxamento de nosso potencial; seguimos no mundo incultos do nosso próprio existir, nos enchemos de conhecimento profissional, mas nos deixamos ocos do conhecimento de nosso próprio ser.


Se por um lado fazemos isso por falta de uma cultura humana que tenha sido cientificamente comprovada, por outro lado nos fazemos incautos em abraçar as crenças sem um questionamento mais profundo, então queremos justiça sem ao menos saber o que é justo, queremos paz sem dar de si mesmo a sua própria paz e queremos viver sem o conhecimento do nosso próprio existir, seguimos a vida assim:

Incrédulos no poder da consciência, incultos de nós mesmos e incautos quanto ao que temos para realmente crer.

Mas por fim de tudo sempre acreditamos que há um modo certo de agir e pensar, os nossos gurus do passado, sejam: Jesus, Buda, Maomé, Moisés, Ghandi entre outros, são os mentores nos quais as paixões humanas são geralmente dirigidas, no entanto como ainda temos nossas incredulidades, nossas dúvidas quanto ao que temos para cultuar e nosso amargo ser incauto do nosso próprio viver, toda a filosofia do passado é distorcida e rearranjada para o nosso bem entender atual e seguimos em frente, crendo que nossos pequenos rituais podem compensar toda nossa incompreensão de nossa própria existência.

            Então nos mantemos cegos para as questões que deveriam ocupar nossos pensamentos e findar nossas ações, para uma busca de um encontro com o nosso verdadeiro existir, nos apegamos às frases prontas como:

            - Ninguém é santo neste mundo!
            - Ninguém é capaz de conhecer a verdade!
            - Ninguém sabe mais que Deus!
            - Ninguém tem o direito de julgar... Ninguém é de ninguém...

            E assim seguimos sempre achando que ninguém pode mudar as coisas, mesmo que todos desejem viver uma mudança!
           
            É como querer enxergar no escuro, ou seguir na chuva sem se molhar!

            Se não dá pra ninguém ser perfeito, então por que exigimos a perfeição em tudo que nos rodeia?

            E o mais interessante é que tem tantas coisas perfeitas a nossa volta, mas só reparamos e falamos das coisas imperfeitas, de nossos amigos de trabalho que não se empenham, da fechada que alguém lhe deu no transito, da comida que não estava tão boa quanto a de ontem... E assim seguimos com nossa atenção voltada para o que não queremos, e deixamos de lado a nossa busca pelo conhecimento do que é ser um bom ser humano no sentido mais humano que esperamos de todos, pelo menos em nós mesmos que pensamos estar concisos e seguros, mas apegados em nossas imperfeições!!!

            Seguimos então assim: incrédulos, incultos e incautos só para reclamar o direito à estagnação. Será que vale a pena viver assim?

Ou o que vale mesmo é a nossa busca pelo que ainda não sabemos?


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